Segunda-feira, 3 de Agosto de 2009

O Caso Joana Amaral Dias!

 

A semana que passou ficou marcada por uma série de guerrinhas políticas (in)dignas da altura que atravessamos no panorama nacional. Não pretendo comentá-los todos, mas antes dizer aquilo que penso sobre o que me parece ter alguma importância.

 

Assim, o que me ocorre em primeiro lugar é o caso Joana Amaral Dias. O alegado convite, causou uma espécie de dispneia verbal por parte de Francisco Louçã, que tratou logo  de acusar José Sócrates de "Tráfico de influências", por, segundo as palavras de Louçã, ter convidado a Senhora a ocupar um cargo no futuro governo.

 

Ora aí está um exemplo do paradigma que se vive no Bloco de Esquerda: todos os que abandonam a "seita" do BE é porque foram "comprados", uma vez que tal partido é assim como  que um clube de bons rapazes, impolutos e que se sacrificam em tudo para corporizar a "verdadeira política de (extrema) esquerda" em Portugal.

 

Ora bem, antes de mais não me parece plausível este pensamento, o que se passa sim é um partido que tenta (e tem conseguido) elevados graus de populismo à conta de uma política demagógica quer de ideologias quer de personalidades. Senão vejamos os casos de Vale de Almeida, da retirada de confiança política a Sá Fernandes, etc.

 

Acrescento ainda, a entrevista ontem de Luís Fazenda sobre a Câmara de Lisboa, que começa por dizer o pior das propostas de  todas as outras candidaturas e fica completamente engasgado e envergonhado quando José Rodrigues dos Santos o confronta com a proposta peregrina do BE de começar a cobrar portagens para a entrada de carros no centro histórico de Lisboa. Ao que o Jornalista conclui e bem "então quer dizer que só os mais ricos poderão levar o carro para a baixa, não é?"

 

Enfim, voltando ao caso de Joana, é curioso como é referido por Louçã este "gravíssimo escândalo" e depois acontece  o insólito, a Sr.ª pura e simplesmente desaparece, com o PS a desmentir o convite. Passado uma semana a dita Joana lá aparece a dizer que  sim que foi convidada para a lista mas nunca fala do alegado lugar no Instituto Público. Assim, sem prova em contrário, opino que tal convite nunca existiu!

 

Não quero escandalizar ninguém mas gostava de acrescentar que se, por absurdo, tivesse  havido essa "sondagem", para saber se certa pessoa estaria disponível para determinado lugar, caso se ganhassem as eleições, não me parece que seja um crime de tráfico de influências. Penso até que será legitimo que uma equipe saiba com quem pode contar antes das eleições para não chegar à tomada de posse e digam entre os eleitos "Ganhámos viva!! ... então e agora?".

 

Por isto tudo, sem ter qualquer autoridade sobre a política portuguesa, gostava apenas de dar o meu contributo. Não percamos tempo com peanuts, vamos discutir o país a sério como merece nesta altura tão delicada e deixemo-nos de demagogias baratas e inconsequentes!!

publicado por Ricardo_Barros às 08:56
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