Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

(In)justiça Vergonhosa

 
Não sei se o defeito é meu mas por vezes deparo-me com situações e/ou notícias que acho absolutamente incompreensíveis e absurdas.
 
Esta semana assisti ao programa “Linha da Frente” que contava a história absolutamente rocambolesca de uma menina de 8 anos, cujos pais se haviam divorciado, tendo sido a sua custódia entregue à mãe que, aparentemente, vivia uma vida calma e tranquila dentro dos possíveis.
 
Contudo, a criança tinha um problema é que não suportava as visitas periódicas ao pai, decretadas pelo Tribunal. Assim sendo o Juiz Nuno Bravo Negrão ordenou que a mesma fosse escoltada nas visitas pela própria GNR, indiferente ao choro e esperneio da própria criança.
 
Passados uns tempos, quando pensava eu que a situação não se poderia complicar ainda mais, o mesmo juiz tira da cartola uma outra decisão ainda mais bizarra – proíbe a menina de ver a mãe e interna a menina numa instituição da igreja evangélica com a desculpa de que a mesma sofre do Sindrome de alienação parental.
 
Perguntamo-nos afinal o que é este nome tão esquisito trata-se da criação de uma relação de carácter exclusivo entre a criança e um dos progenitores, com o objectivo de banir o outro.
Para além da doença nem sequer estar catalogada pela OMS, o facto é que a menina foi realmente internada, isto é, a pouca estabilidade emocional que a criança tinha, que era a sua relação com a mãe, foi brutalmente violada por uma decisão de um juiz.
Não sendo eu jurista nem psicólogo, parece-me que o que se tratou foi de um atentado brutal ao bem-estar de uma menina de 8 anos.
 
Temos assistido infelizmente a inúmeras notícias, que para o cidadão comum, são absolutamente inatingíveis, no entanto parece-me que esta conquista o primeiro prémio do bizarro e do absurdo. Penso que para além da lei dever-se-á em primeiro lugar ter uma coisa que infelizmente caiu no esquecimento – o Bom-Senso.
 
Esperamos todos que haja um retrocesso do processo de modo a que se encontre uma plataforma plausível que permita a uma criança, com pai e mãe, não viva num orfanato ou numa instituição.
 
Senhores juízes, aprendam com a simplicidade dos sentimentos e não nos cartapácios de Leis e Jurisprudência e aí a vida passará a ser mais normal, numa sociedade já de si pautada por uma lacuna grave de valores.
publicado por Ricardo_Barros às 19:17
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