Segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Saramago diz que bíblia é um manual de maus costumes

Caim é o novo livro de José Saramago. Foi apresentado ontem em Penafiel pelo próprio autor e promete nova polémica, 20 anos depois do Evangelho segundo Jesus Cristo. Durante a sessão, o prémio Nobel afirmou que "a Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana". Com 86 anos, José Saramago, falou cerca de uma hora e um quarto, e referindo-se principalmente ao tema do seu novo livro, em que regressa à questão religiosa, contando, em tom irónico e jocoso, a história de Caim.In Diana FM, 19/10/2009

Espanta-me sobremaneira como é que um homem que já atingiu o estrelato e o reconhecimento em termos literários, se dá ao luxo de provocar um ataque gratuito e sem quartel a todos aqueles que, como eu, partilham a Fé Cristã.

Embora ainda não tenha lido o livro, já ouvi e li os comentários prévios de ontem à noite, proferidos por este Nobel da Literatura. É com grande tristeza que continuo a constatar que quem quer ter protagonismo entende que o mais fácil é atacar os milhões de seguidores de Deus, de Jesus Cristo e da própria Bíblia.

Para ser sincero, já li e reli livros deste autor absolutamente incríveis que me agradaram e, diria mesmo, que me marcaram como foi o caso de “Jangada de Pedra” ou “Ensaio sobre a Cegueira”.

Não entendo como é que aos 86 anos este senhor da literatura volta a fazer uma incursão na intolerância, no sectarismo e na falta de respeito por aqueles que orientam as suas vidas segundo a Doutrina Cristã e em Deus que é Amor e Misericórdia dizendo que a Bíblia “é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade”.

Como Católico, Cristão e como membro de uma sociedade, sinto-me profundamente ofendido, pois uma coisa é a liberdade religiosa, que respeito e entendo como absolutamente necessário à evolução da sociedade, e outra é criar uma guerra e uma polémica estéreis e ilusórias com o único intuito de ganhar notoriedade e tentar garantir um sucesso de vendas.

publicado por Ricardo_Barros às 09:32
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2 comentários:
De Manuela a 20 de Outubro de 2009 às 19:18
Concordo inteiramente com o que dizes, Ricardo! E a única razão plausível que vejo é a necessidade de protagonismo. "Mexendo" com tantas pessoas que, como nós, professam a fé cristã, pretende gerar a polémica e, com isso, publicitar mais uma obra sua. Espero que oficialmente a Igreja o ignore. Quanto mais atenção lhe derem, mais o seu objectivo será concretizado!
De Anónimo a 21 de Outubro de 2009 às 17:59
Não podia estar mais de acordo com o Sr. Eng.!
Julgo que o conteúdo proferido pelo P.N. da literatura ilustra bem a noção de direitos, liberdades e garantias do sector político a que pertence.
Uns professam Fé outros utilizam-na nas suas “fezadas” de incrementar vendas de livros (um pouco capitalista não?).
Vitor Brandão

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